O que o resultado ensinou
A simulação deste site dava 96% de chance de vitória ao 22. Venceu o 13, com . Esta página olha para trás: onde o modelo errou, o que a projeção durante a apuração acertou e se duas informações que ficaram de fora, a rejeição dos candidatos e o peso de quem está no governo, teriam mudado a previsão. Tudo com a mesma regra do resto do site: dados públicos, os dois candidatos sempre lado a lado e nenhuma preferência.
- Carregando…
1As previsões contra o resultado
Cada linha é uma previsão feita antes ou durante a noite, com a fatia do 22 entre os votos válidos. A linha vertical é o resultado oficial. As faixas mostram a incerteza que cada previsão declarava.
2A projeção durante a apuração
Durante a apuração, o painel Ao vivo refazia a projeção a cada lote do TSE, comparando os votos de cada município com o que se esperava dele. O gráfico mostra a projeção do 22 (linha e faixa de 90%) e a contagem até aquele momento (linha fina), contra a porcentagem das seções apuradas.
3Onde a simulação errou
A simulação partia do 1º turno de cada município e supunha que cada grupo de eleitores migraria como migrou em 2014, 2018 e 2022. Com os boletins de urna de todas as seções, dá para estimar como cada grupo de fato migrou e comparar com o que o modelo supunha. A estimativa compara, seção a seção, o 1º com o 2º turno (inferência ecológica): mede fluxos líquidos, não o voto de cada pessoa.
4Rejeição e continuidade: o teste com seis eleições
A pergunta: se a simulação tivesse usado a rejeição dos candidatos e um peso para a continuação do governo, teria acertado mais? Para responder sem olhar o resultado de 2026, refazemos o modelo com as seis eleições de 2002 a 2022 e prevemos cada uma usando só as outras. O que sobra de erro em cada ano é comparado com o que se sabia antes de cada 2º turno.
Os modelos, avaliados deixando um ano de fora
Cada linha é uma forma de prever o 2º turno. O erro médio é calculado prevendo cada eleição de 2002 a 2022 sem ela no ajuste; a última coluna é o que cada forma teria dito para 2026, com tudo o que se sabia antes da votação.
5O mesmo teste com governadores
Seis eleições presidenciais são poucas para medir um "peso de quem está no governo". Os 2º turnos para governador de 2002 a 2022 dão muito mais casos da mesma pergunta: quando um dos finalistas é o governador tentando a reeleição, ele termina acima do que o 1º turno indicava?
6O que muda numa próxima vez
7Limites desta análise
- Seis eleições são poucas. Qualquer regra ajustada a seis pontos pode parecer boa por acaso. Por isso cada ano é previsto sem ele no ajuste, e mesmo assim a incerteza continua grande.
- Inferência ecológica mede saldos, não pessoas. "O eleitor do centro foi para o 13" quer dizer que, onde havia mais eleitores do centro no 1º turno, o 13 cresceu mais. Trocas que se compensam no mesmo lugar não aparecem.
- Rejeição e aprovação vêm de pesquisas, que têm seus próprios erros e mudam de método ao longo dos anos. Foram usados os números publicados mais próximos do 2º turno, com fonte na tabela de dados.
- Nada aqui explica o porquê. Os números mostram o que aconteceu e o que teria ajudado a prever; não dizem por que os eleitores decidiram como decidiram.
Dados e código: github.com/LuisFHartmann/eleicao-em-numeros (scripts historico_presidente.py, estudo_pos.py, estudo_governadores.py, fluxos_2026.py). Os números desta página estão em pos_resultado.json.